TECIDO EPITELIAL

Imaginemos uma casa...

Pensando na estrutura desta casa, nos deparamos com: as paredes, o telhado, as janelas e a chaminé.

As paredes e o telhado servem para revestir e proteger a casa. As janelas para absorver o ar, por exemplo. Já a chaminé tem como propósito descarregar a fumaça feita dentro da casa, certo?!

 

Pronto!!!              Assim ficará mais fácil de entender as funções do tecido epitelial!!!

    Comparando as estruturas da casa com o tecido epitelial, temos: a parede e o telhado podem ser comparados com o tecido epitelial de revestimento, em que é formado por células que revestem superfícies tanto externas, como a pele, quanto superfícies internas, como órgãos ocos, tais como o estômago, o útero, a bexiga, entre outros. A janela, assim como alguns canais celulares, ajudam na absorção, e a chaminé que pode ser comparada com as unidades secretoras (glândulas) deste tecido. Vale lembrar que a secreção não implica em retirar coisas “ruins” do corpo, como os metabolitos. A secreção é o ato de eliminar produtos celulares com importância funcional para o organismo, por exemplo, os hormônios.

Características do tecido

     São células poliédricas e justapostas, isto é, estão muito próximas umas das outras, além de estarem apoiadas numa lâmina basal que separa o tecido epitelial do tecido conjuntivo (este tecido será estudado no módulo seguinte).

     Lembram-se da nossa casa imaginária? Está lâmina basal pode ser relacionada com faixa de cimento que suporta a casa separando dos sedimentos abaixo dela. A lâmina basal é produzida pelo próprio tecido epitelial e é formada por uma rede de colágeno, glicoproteínas e proteoglicanos.

Mas...como as células permanecem uma ao lado da outra (células justapostas)?

     As células possuem estruturas especializadas localizadas na membrana plasmática que contribuem para a união e comunicação entre elas, sendo abundante nas células epiteliais. Essas especializações podem ser: junções celulares, cílios, estereocílios, microvilosidades e invaginações da membrana.

 

 

Vamos detalhar cada uma delas!

      Junções celulares: São estruturas de adesão e vedação entre as células epiteliais, normalmente encontradas na região de contato com a célula vizinha. Em alguns casos, essas estruturas podem formar canais que permitem a comunicação. Exemplos das junções celulares: Zônula de adesão, zônulas de oclusão, junções comunicantes e desmossomos.

Assim como as células possuem especializações para a superfície de contato com a célula vizinha, há especializações para a superfície livre, ou seja, para a região apical das células.

 

     Microvilosidades: Essas especializações são como projeções localizadas na superfície livre da célula, se assemelhando a dedos de uma luva. Vamos pensar para que servem essas projeções! Quanto mais projeções, maior a superfície da membrana plasmática, certo? Logo, ao aumentar essa superfície, ampliasse a área de contato, elevando assim a capacidade de absorção de nutrientes!!! Um ótimo exemplo de células epiteliais com microvilosidades são as do intestino delgado, especializadas em absorver nutrientes para o organismo.

       Cílios: São estruturas móveis e flexíveis localizadas na superfície externa da membrana plasmática de algumas células, com movimentos em uma única direção. Este tipo de especialização auxilia na expulsão de microrganismos e partículas indesejadas. As células epiteliais da nossa traqueia é um bom exemplo de células com cílios.

        Estereocílios: Diferentemente dos cílios, os estereocílios são estruturas citoplasmáticas imóveis e longas que facilitam as trocas de substâncias com o meio externo. Essas estruturas estão presentes nas células epiteliais da orelha interna.

    Invaginações: São dobras internas da membrana plasmática que proporcionam reabsorção de substâncias. Essas “ondas internas” são encontradas nas células epiteliais dos túbulos renais, reabsorvendo substâncias e originando a urina.

 

Junção Oclusiva

Junção aderente

Junção comunicante

desmossomo

hemidesmossomo

junções

Lâmina Basal

cílios

células caliciformes

estereocílios

estereocílios

microvilosidades

Tipos de Tecido Epitelial

    Estudaremos agora os dois grupos de tecidos epiteliais:

 

   Tecido epitelial de revestimento: As células do tecido epitelial de revestimento realizam a proteção, a absorção de moléculas, e por serem associadas ao sistema nervoso, podem participar da percepção de estímulos sensoriais. Sendo assim, tudo que entra ou deixa o corpo atravessa uma camada epitelial.

    Podemos classificar este tipo de tecido pelo número de camadas de células que o compõem e pela morfologia celular de sua camada mais superficial.

 

 Classificação pelo número de camadas de células

 Classificação pela morfologia celular da camada mais superficial 

Epitélio pavimentoso

A palavra “pavimentoso” nos remete a algo plano ou achatado, e assim são as formas das células superficiais deste epitélio.

Na língua encontramos este tecido devido ao atrito. Imaginem se em vez de células pavimentosas fossem células cúbicas?! A conformação cúbica dificultaria o movimento do órgão no processo de mastigação, por exemplo.

Reparem na imagem como as células da última camada são achatadas.

    Tecido epitelial glandular: o tecido epitelial glandular tem como função a secreção. Ele é composto por uma única célula (células caliciformes) ou estruturas celulares (glândulas) especializadas em expelir, produzir ou armazenar determinadas substâncias (lembremos-nos da chaminé).

As estruturas unicelulares são nomeadas de células caliciformes. Veja abaixo:

 

 

 

 

 

Já as estruturas celulares nomeadas de glândulas podem ser exócrinas, endócrinas ou mistas.

 

       Abordaremos agora as diferenciações dessas estruturas.

       Glândula exócrina: Este tipo de glândula é representada por duas partes, a porção secretora e o ducto por onde será secretado a substância armazenada, que pode ser muco, suor, saliva, etc. Vale ressaltar que, esta glândula mantém contato com o epitélio de revestimento do qual se originou.

Exemplos: glândulas sebáceas e sudoríparas.

        

      Glândula endócrina: As glândulas endócrinas não possuem ductos, ou seja, os produtos da sua secreção são liberados na corrente sanguínea onde serão direcionados para o local de atuação. Esse produto secretado é chamado de hormônios, substâncias químicas que regulam o funcionamento do corpo. Exemplos: glândulas suprarrenais e tireoide.

          Glândula mista: Neste tipo de glândula, temos uma parte exócrina e a outra endócrina.

Exemplo: Pâncreas, que possui a porção exócrina em que secreta enzimas digestivas no interior do intestino delgado e a porção endócrina, que corresponde as ilhotas pancreáticas ou ilhotas de Langerhns, onde secreta  a insulina e glucagon (hormônios) no sangue.

Epitélio simples

Formado por apenas uma camada de células.

Mas, por que uma única camada?

O epitélio simples reveste os vasos sanguíneos, pois favorece a passagem de moléculas devido a sua única camada celular.

Observe a foto ao lado

 

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